Sete municípios brasileiros realizaram eleições suplementares no domingo, 25 de outubro de 2026, mesma data do segundo turno das eleições gerais. Os pleitos ocorreram em Itaguaí (RJ), Arroio do Sal (RS), Santana do Itararé (PR), Goiatins (TO), Macedônia (SP), Martinópolis (SP) e Narandiba (SP).
A votação teve objetivo específico: escolher novos prefeitos para concluir o mandato municipal em vigor. Embora tenha coincidido com uma data de grande mobilização eleitoral no país, a disputa não fez parte da eleição presidencial ou dos governos estaduais. Cada município teve uma eleição própria, convocada em razão de decisões que impediram a manutenção do resultado anterior.
De acordo com o Senado Notícias, os sete municípios estavam entre as cidades que realizaram eleições suplementares durante o segundo turno. A Rádio Senado também relacionou as localidades e contextualizou a realização dos pleitos municipais na mesma data da votação nacional.
Por que uma cidade precisa voltar às urnas?
A eleição suplementar é convocada quando o resultado de uma eleição anterior deixa de produzir efeitos. Isso pode ocorrer após uma decisão da Justiça Eleitoral relacionada ao registro de candidatura, à inelegibilidade ou à cassação do mandato, por exemplo. Nesses casos, a cidade precisa escolher outro prefeito para que a administração municipal tenha continuidade.
O novo pleito não representa uma repetição das eleições municipais em todo o Brasil. A medida é restrita ao município afetado pela decisão judicial ou pela situação que tornou inválido o resultado anterior. Por isso, enquanto eleitores de outras cidades participaram apenas da votação prevista no calendário nacional, os moradores dos sete municípios tiveram uma disputa adicional para definir o comando da prefeitura.
Na prática, a eleição suplementar procura recompor a representação política local. A decisão sobre o resultado anterior pode alterar a situação do prefeito eleito ou impedir sua permanência no cargo, mas os serviços públicos e as obrigações administrativas do município continuam existindo. A escolha de um novo titular permite que o mandato prossiga dentro da estrutura institucional da prefeitura.
Votação ocorreu no mesmo dia do segundo turno
O calendário das eleições gerais de 2026, divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), estabeleceu 25 de outubro como a data do segundo turno. A coincidência fez com que as eleições suplementares fossem realizadas em um domingo marcado pela votação nacional, mas não eliminou a autonomia de cada disputa municipal.
Os eleitores das cidades envolvidas participaram de uma escolha voltada exclusivamente à prefeitura. Os candidatos, as campanhas e a apuração seguiram a organização específica do pleito suplementar, sem transformar a votação local em uma nova eleição geral. Essa distinção é importante para compreender por que apenas determinadas cidades voltaram às urnas.
Também não se trata de uma antecipação das próximas eleições municipais regulares. O objetivo é preencher a chefia do Executivo municipal pelo período restante do mandato em vigor, e não iniciar um novo ciclo eleitoral para todos os cargos locais. A convocação extraordinária decorre de uma situação concreta envolvendo o resultado anterior.
Como funciona a posse do prefeito escolhido
Depois da votação, o candidato escolhido passa pelas etapas de validação do resultado e diplomação previstas pela Justiça Eleitoral. A posse ocorre conforme os procedimentos institucionais aplicáveis ao município, permitindo que o novo prefeito assuma a função e dê continuidade à administração local pelo período restante do mandato.
O processo reforça a importância das decisões eleitorais para além do dia da votação. Quando um registro é anulado, uma inelegibilidade é reconhecida ou um mandato é cassado, a consequência pode alcançar diretamente a formação do governo municipal. A eleição suplementar funciona, portanto, como mecanismo para restabelecer a escolha dos eleitores dentro das regras eleitorais.
Com os sete municípios novamente submetidos ao voto, a Justiça Eleitoral e as instituições locais passam a acompanhar as etapas posteriores de cada pleito. Para os moradores de Itaguaí, Arroio do Sal, Santana do Itararé, Goiatins, Macedônia, Martinópolis e Narandiba, a eleição de 25 de outubro definiu quem deverá conduzir as prefeituras até o encerramento do mandato municipal em vigor.

