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    Fiagros ganham liquidez na negociação secundária da B3, aponta Rodrigo Balassiano, diretor da ID CTVM

    Yumi NarusakiPor Yumi Narusaki25 de setembro de 2026Nenhum comentário6 Mins de leitura
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    Base de investidores pessoa física e volume médio diário negociado em bolsa crescem de forma consistente, consolidando o Fiagro como alternativa cada vez mais líquida de exposição ao agronegócio brasileiro

    A ID CTVM acompanha, na negociação secundária da B3, um movimento de fortalecimento da liquidez dos Fiagros, fundos que direcionam recursos de investidores ao financiamento da cadeia do agronegócio brasileiro. A ID CTVM, que atua como administradora fiduciária e custodiante de estruturas desse tipo, observa que o crescimento sustentado do volume negociado em bolsa consolida o Fiagro como uma alternativa cada vez mais líquida para quem busca exposição ao setor rural sem deter diretamente um imóvel produtivo.

    Base de investidores pessoa física segue em expansão

    A indústria de Fiagros já reúne, segundo dados recentes de mercado, cerca de 600 mil investidores, a grande maioria pessoas físicas atraídas pela combinação entre isenção de imposto de renda sobre rendimentos distribuídos e exposição a um setor historicamente resiliente da economia brasileira. Esse crescimento da base de investidores acompanha a expansão do patrimônio total do segmento, que ultrapassou a marca de R$ 11 bilhões, reforçando a trajetória de amadurecimento de uma classe de ativos criada há relativamente pouco tempo em comparação a estruturas mais tradicionais do mercado de capitais brasileiro.

    Para Rodrigo Balassiano, diretor da ID CTVM, esse crescimento da base de investidores pessoa física tem efeito direto sobre a qualidade da negociação em bolsa das cotas de Fiagro:

    “Quanto maior e mais pulverizada a base de cotistas de um fundo negociado em bolsa, maior tende a ser a liquidez disponível para quem precisa comprar ou vender uma posição a qualquer momento, sem provocar uma variação de preço desproporcional. Os Fiagros estão percorrendo, de forma acelerada, um caminho de amadurecimento de liquidez que os fundos imobiliários tradicionais levaram mais tempo para consolidar”, afirma o executivo.

    Volume diário negociado sustenta oscilações mensais relevantes

    O volume financeiro médio diário negociado em Fiagros na B3 tem oscilado de forma expressiva ao longo dos últimos meses, refletindo tanto o interesse crescente de novos investidores quanto a movimentação de gestores institucionais que ajustam posições conforme o cenário de juros e as perspectivas para diferentes safras agrícolas. Ainda que a liquidez do segmento como um todo continue inferior à observada em fundos imobiliários mais consolidados, negociados há mais tempo e com base de cotistas mais ampla, a trajetória recente aponta para uma aproximação gradual entre os dois segmentos em termos de facilidade de negociação em bolsa.

    Essa evolução de liquidez não se distribui de forma uniforme entre todos os Fiagros listados. Fundos de maior porte, com estratégias de investimento mais transparentes e comunicação de mercado mais consistente, tendem a concentrar parcela desproporcional do volume negociado, o que reforça a importância de escala e de qualidade de governança como fatores que atraem tanto capital quanto negociabilidade em bolsa.

    Estrutura fiduciária sustenta a confiança do investidor de varejo

    A entrada de um público de varejo cada vez mais numeroso na indústria de Fiagros eleva a responsabilidade de administradores fiduciários e custodiantes na garantia de que a informação disponibilizada ao mercado reflita com precisão a realidade da carteira de cada fundo, composta por ativos como participações em CRAs, cotas de FIDCs do agronegócio e, em alguns casos, imóveis rurais produtivos. Diferentemente de um fundo imobiliário tradicional, cuja carteira costuma ser mais homogênea, um Fiagro pode reunir diferentes classes de ativos agropecuários sob uma mesma estrutura, o que exige processos de controladoria e de precificação capazes de refletir a natureza específica de cada tipo de lastro.

    A ID CTVM, cuja base de fundos foi constituída, em cerca de 74% dos casos, organicamente dentro da própria instituição, presta serviços de administração fiduciária e custódia a Fiagros que buscam justamente essa combinação entre rigor na gestão da carteira e comunicação transparente com um público de investidores cada vez mais heterogêneo em termos de sofisticação financeira.

    Sazonalidade agrícola influencia o comportamento da liquidez

    Um fator que diferencia a dinâmica de negociação de Fiagros da observada em outros fundos listados é a sensibilidade do segmento a ciclos sazonais próprios do agronegócio, como períodos de plantio, colheita e comercialização de safras, que podem influenciar tanto o desempenho de determinados ativos quanto o apetite de investidores por exposição ao setor em diferentes momentos do ano. Gestores de Fiagro que comunicam com clareza como sua estratégia lida com essa sazonalidade tendem a reduzir a volatilidade de curto prazo na negociação de suas cotas, na medida em que investidores conseguem contextualizar melhor eventuais oscilações de desempenho vinculadas ao calendário agrícola.

    Fundos que combinam diferentes tipos de lastro dentro de uma mesma carteira, como participações em CRAs vinculados a culturas de ciclo curto e cotas de FIDCs expostos a operações de pecuária ou de armazenagem, tendem a apresentar um fluxo de caixa menos concentrado em determinados meses do ano, o que também contribui para suavizar o comportamento da liquidez de suas cotas ao longo dos diferentes ciclos do calendário agrícola brasileiro.

    Perspectivas para a consolidação da liquidez do segmento

    Com a indústria de Fiagros ampliando de forma consistente tanto seu patrimônio quanto sua base de investidores, a tendência é que a liquidez do segmento na B3 continue em trajetória de amadurecimento nos próximos anos, aproximando-se gradualmente dos padrões já observados em classes de ativos negociadas há mais tempo. Para gestoras que avaliam lançar novos Fiagros, a experiência recente do segmento reforça a importância de estruturar fundos com escala relevante e comunicação de mercado consistente desde o início, fatores que se mostram determinantes para atrair tanto capital quanto negociabilidade em bolsa ao longo do tempo.

    Sobre a ID CTVM

    A ID CTVM é uma instituição especializada em infraestrutura para o mercado de capitais, com serviços de administração fiduciária, custódia, escrituração, controladoria e distribuição de fundos de investimento. Fundada em 2020, a companhia reúne atualmente mais de 550 fundos e mais de R$ 50 bilhões sob administração e custódia, com presença relevante em estruturas como FIDCs, FIPs e FIIs. Combinando tecnologia, governança, conhecimento regulatório e eficiência operacional, a ID oferece suporte a gestores, investidores, empresas e demais participantes do mercado, contribuindo para operações mais seguras, eficientes e transparentes.

    ID Corretora ID CTVM Rodrigo Balassiano
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