quinta-feira, junho 17, 2021
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Tempo perdido na gestão Pazuello atrasou muito as vacinas, diz senador Otto Alencar

A CPI da Covid-19 recebe o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, nesta quinta-feira, 6. A expectativa é que a compra de vacinas seja tema principal dos depoimentos e questionamentos por parte dos parlamentares. Para o senador Otto Alencar, integrante do colegiado, a questão dos imunizantes se arrasta desde o ano passado, quando o governo recusou a compra de 70 milhões de doses da Pfizer, e reflete no andamento da vacinação. “Nós brasileiros estamos pagando pela falta de vacinas. A situação é grave e não há outro caminho”, afirmou em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan. Ele ressalta que a mudança no Ministério da Saúde reflete um “acerto” do presidente Jair Bolsonaro, com a escolha de um nome técnico para a pasta. “A nossa posição na CPI vai ser propositiva. Propor ao governo mudar os erros, de corrigir o erros, colocar a situação dentro exclusivamente da parte científica, da ciência e da medicina.

Me pauto muito por isso porque me formei da Bahia, formei médico, acompanhei isso de perto, já fui secretário de saúde, sei o que é trabalha dentro de uma epidemia, uma pandemia pior ainda, é muito difícil em qualquer país do mundo. Mas temos que trabalhar de forma profissional, esse tempo perdido na gestão Pazuello é uma coisa que deixou a desejar e atrasou muito as vacinas”, disse. Ao ser questionado se a CPI da Covid-19 vai ouvir profissionais que defendem tratamento precoce com a cloroquina, por exemplo, Otto Alencar foi categórico: o embasamento da comissão será totalmente científico. Explicando a característica viral da doença, o senador citou a falta de estudos clínicos sobre o uso de remédios antiprotozoários, como a hidroxicloroquina, para combate à doenças causadas por vírus. “A hidroxicloroquina mata, ela aumenta o espaço entre os batimentos cardíacos, o coração deixa de bater rítmico e faz o espaço entre um batimento e outro.  Como ela amplia muito esse batimento, o coração para e não volta a bater outra vez, só se tiver no hospital para pegar um cardioversor e estimular o coração a bater de novo. É um risco, tem complicações severas graves no coração.”

Para finalizar, o senador reforçou que a comissão vai investigar todos os possíveis crimes, desvios e omissões feitas durante o enfrentamento à pandemia no Brasil. “Não vamos atrás do presidente Jair Bolsonaro porque não podemos ir. Quando terminar o relatório e ele for aprovado, vai se encaminhado à Procuradoria-Geral da República, Augusto Aras é o procurador. Ele que vai oferecer denúncia ou não. Nós vamos ter que apresentar um trabalho a ele, verificar, mostrar que aconteceu sim, tá aqui a corrupção, as provas. Tá aqui quem foi submisso, quem aceitou dizer ‘um manda e outro obedece’ de forma muito submissa como alguém era ministro da Saúde. Ciência não se dobra a ordem do capitão, a ciência é científica, é medicina. Alguém que não se formou em medicina pode se sentar e determinar uma receita para o Brasil? Não pode, foi errado. Os erros têm que ser combatido.”

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