quinta-feira, junho 17, 2021
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Senador critica nova oitiva de Queiroga e afirma que ‘Copa América não é fato da CPI’

A CPI da Covid-19 retoma os trabalhos neste terça-feira, 8, com um novo depoimento do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. O atual responsável pelos direcionamentos de combate à pandemia esteve no colegiado em 6 de maio e falou, entre outras coisas, sobre total de doses de vacinas adquiridas, uso controverso da cloroquina, negociações com a Pfizer e também sobre a autonomia de Estados e municípios durante a crise sanitária. Agora, com nova oitiva, a expectativa é que o ministro possa esclarecer a existência de um “gabinete paralelo” da Saúde e a demissão de Luana Araújo, que fez parte da pasta por um curto período de tempo e prestou depoimento aos senadores na semana passada, e até mesmo sobre a realização da Copa América no Brasil. Para o senador e integrante da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), Marcos Rogério (DEM), no entanto, o novo depoimento do ministro é “um equívoco e um erro”. “O ministro não tinha que estar nesse momento na CPI. A vinda dele poderia trazer uma contribuição um pouco mais à frente, quando tivesse avançado com as oitivas, ouvindo governadores, eventualmente prefeitos, sobre o que foi feito com os bilhões e bilhões de reais enviados a Estados e municípios. Mas antecipar nesse momento é jogo de carta marcadas e que vicia de nulidade a CPI. Torna ela uma CPI que investiga um fato indeterminado, porque Copa América não é fato da CPI”, afirmou ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan.

Marcos Rogério pondera que defesa de o novo depoimento de Queiroga mira, sobretudo, na tentativa dos senadores de oposição de “sustentarem narrativas” contra o governo federal, já que, de fato, não há provas contra a gestão de Jair Bolsonaro, afirmou o parlamentar. “Querem proibir o presidente de ouvir especialistas, outras pessoas. O presidente é único gestor que não pode ouvir ninguém. Não há crime nisso, não há violação à ética. O que temos é a tentativa de criminalizar o que o presidente ouve e o que o presidente fala, mas prova, que é essencial em um processo, até agora não encontraram. Não há provas contra o governo do ponto de vista de crime de responsabilidade fiscal, do ponto de vista da imputação penal e do ato de improbidade. Na falta de provas, criam narrativas e tentam sustentar narrativas. Essa questão do gabinete paralelo é algo vexatório”, pontuou. Ainda sobre a realização da Copa América no Brasil, o senador citou a politização do tema e afirmou que o campeonato apenas “se tornou um problema” quando começou as tratativas da Conmebol com o presidente Bolsonaro. “Pode Campeonato Brasileiro, pode eliminatórias da Copa, mas Copa América não pode. O problema é o futebol, o problema é a Copa ou o problema é o contato com o presidente? É a politização do seu pior sentido. É lamentável que o Brasil esteja passando por isso.”

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