terça-feira, junho 15, 2021
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Salles reconhece que cortes no orçamento prejudicam atuação do Meio Ambiente

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, reconheceu que os cortes no orçamento fragilizam a capacidade de atuação da pasta. “Inclusive com a incapacidade de abertura de vagas e reposição de falta de quadros, em razão de pessoas que se aposentam, que falecem, que mudam de profissão, que por razões pessoais ou não acabam deixando os órgãos públicos”, disse, durante oitiva na Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados. O ministro
cobrou que os críticos do governo federal destinem emendas ao orçamento da pasta. A declaração gerou discussão entre o membro do governo Bolsonaro e os parlamentares. “É a minha vez de falar, eu não terminei, eu estou falando aqui”, disse Salles, enquanto os deputados pediam respeito por parte do ministro.

Governistas e parlamentares da oposição se revezaram em intervenções acaloradas, mas Ivan Valente (PSOL) subiu o tom. “Questão de ordem, senhora presidente. Não tem questão de ordem no meio da fala, eu estou falando, palhaço. Eu peço que me reponha a palavra”, disse na ocasião. Também do PSOL, a deputada Vivi Reis cobrou Salles sobre sua conduta na apreensão de madeira e avanço no desmatamento. “Dificultar ação fiscalizadora do poder público no meio ambiente, exercer a advocacia administrativa e envergar negociações com organizações criminosas.”

Por sua vez, o filho do presidente Jair BolsonaroEduardo Bolsonaro saiu em defesa do ministro do Meio Ambiente. “A armação de um circo em torno da presença de um ministro de Estado como é do muito competente Ricardo Salles. Ele já foi na Comissão de Legislação Participativa, prestou esclarecimento com a questão da madeireira e o parabenizo pela sua coragem, ministro.” Ricardo Salles ressaltou que o orçamento da pasta sofre quedas desde 2014, quando passou de R$ 14 bilhões para R$ 9 bilhões, R$4,5 bilhões em 2015, com três anos seguintes na média de R$ 4 bilhões. No governo Bolsonaro, o valor chegou a R$ 3,9 bilhões, R$ 3,2 bilhões e agora, em 2021, R$ 2,9 bilhões.

*Com informações do repórter Marcelo Mattos

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