quinta-feira, junho 17, 2021
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O que os senadores esperam do depoimento de Barra Torres à CPI da Covid-19

A CPI da Covid-19 ouve, nesta terça-feira, 11, o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres. Ele é o quarto a prestar esclarecimentos à comissão que, na semana passada, foi palco dos depoimentos dos ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, e do atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. De acordo com senadores ouvidos pela Jovem Pan, Barra Torres será questionado sobre quais os motivos da não liberação para a importação da Sputnik V, vacina russa contra o novo coronavírus, e o que tem sido feito pela agência reguladora para agilizar a aquisição de outros imunizantes para o país.

A convocação de Barra Torres foi requisitada pelos senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE), Angelo Coronel (PSD-BA) e Eduardo Girão (Podemos-CE), além do vice-presidente e do relator da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Renan Calheiros (MDB-AL), respectivamente. “Precisamos saber qual foi o motivo real da não liberação da importação da Sputnik V. No momento no qual a vacina é o grande sonho de todos os brasileiros, é inadmissível que a Anvisa crie percalços para liberar uma vacina que é testada e usada em diversos países”, disse Coronel à Jovem Pan.

Além de Barra Torres, a segunda semana de trabalhos da CPI da Covid-19 será marcada pelos depoimentos do ex-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) Fabio Wajngarten, na quarta-feira, 12, e os representantes da Pfizer no Brasil, na quinta-feira, 13 – foram convocados a atual presidente da farmacêutica, Marta Diéz, e seu antecessor, Carlos Murillo. Os membros da CPI acreditam que o depoimento de Wajngarten poderá fornecer detalhes que servirão de subsídio para a reunião com os representantes da Pfizer. Em entrevista à revista Veja, o ex-secretário de Comunicação afirmou que o acordo com a farmacêutica para a aquisição de 70 milhões de doses não foi firmado ainda em 2020 porque houve “incompetência” e “ineficiência” dos gestores do Ministério da Saúde. As informações obtidas nesta segunda semana de trabalho serão utilizadas para questionar o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, cujo depoimento está marcado para o dia 19 de maio – quando a Pfizer ofertou os imunizantes ao governo brasileiro, o general da ativa comandava o Ministério da Saúde.

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