quinta-feira, junho 17, 2021
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Confira fotos da trajetória de Bruno Covas, o jovem político

O prefeito licenciado de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), morreu aos 41 anos no domingo, 16. Desde o início deste mês, Covas estava internado no Hospital Sírio-Libanês, localizado na região central da capital paulista, para tratar um câncer no sistema digestivo, com metástase óssea. Ao ser hospitalizado em 2 de maio, foi descoberto um sangramento interno causado por uma úlcera localizada em cima de seu tumor original. Devido ao episódio, ele precisou ser intubado, mas conseguiu se recuperar. Nesta segunda-feira, 10, ele havia iniciado uma nova etapa de seu tratamento contra o câncer, combinando imunoterapia com terapia-alvo, porém não resistiu. Divorciado, o prefeito deixa o filho Tomás, de 15 anos. A convivência entre eles foi mantida durante a campanha eleitoral, quando periodicamente o menino era visto ao lado do pai.

Nascido no dia 7 de abril de 1980, em Santos, ele estudou nos colégios Carmo e Lusíada, e se mudou para São Paulo em 1995, para estudar no Colégio Bandeirantes. Nesta época, teve a oportunidade de morar com o avô, o ex-governador de São Paulo Mário Covas, de quem era bastante próximo. Em 1998, mesmo ano em que entrou no PSDB, Bruno Covas ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e na Faculdade de Economia na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Além da Prefeitura de São Paulo, durante a sua carreira, Covas desempenhou mandatos como vice-prefeito, deputado estadual, deputado federal e secretário estadual do Meio Ambiente de São Paulo. Ele assumiu a prefeitura da capital em 2016, quando o então prefeito João Doria (PSDB) renunciou. Em 2020, ele foi reeleito para a cadeira, alcançando o feito de vencer em todos os distritos eleitorais da cidade no primeiro turno do pleito eleitoral.

Covas com o avô Mário, ex-governador de São Paulo, em 1985
Bruno Covas em sua formatura em 1995 ao lado dos avôs
De terno, Bruno Covas ainda jovem, com cabelo volumoso preto, posa para foto na Alesp
De traje social, Bruno Cova, sem barba, com rosto rechonchudo e cabelo preto, cruza os braços em foto posada em 2010
De traje social, sem barba, com rosto rechonchudo e cabelo preto, Bruno Covas acena para alguém em frente a um microfone
Bruno Covas durante seu mandato como secretário estadual do meio ambiente
Políticos e personalidades contrários a Dilma Rousseff protestam de camisa amarela em cima de carro de som

Bruno Covas, de camisa, calça jeans e sapato, vistoria uma rua em São Paulo
De camisa azul e calça jeans, Bruno Covas, careca devido à quimioterapia, sorri sentado em um caixote

O jovem disputou sua primeira eleição em 2004, quando saiu como candidato a vice-prefeito de Santos, sua cidade natal, na chapa de seu colega de partido Raul Christiano. Entre 2005 e 2006, foi assessor da liderança dos governos de Geraldo Alckmin e Cláudio Lembo na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Sua primeira vitória em uma eleição aconteceu em 2006, quando foi escolhido deputado estadual por São Paulo. Foi relator de 180 projetos de lei, incluindo o da Nota Fiscal Paulista. Em 2010, voltou a se candidatar, sendo reeleito com maior número de votos do Estado: 239.150, sendo 131 mil só na capital paulista. Entretanto, após a vitória de Alckmin para o governo do Estado de São Paulo, Covas foi chamado pelo tucano para assumir a Secretaria do Meio Ambiente a partir de 2011, fazendo com que se licenciasse do cargo de deputado estadual. Ele ficou a frente da pasta até 2014, quando voltou às eleições para disputar o cargo de deputado federal, sendo eleito. Ele se licenciou do cargo quando se tornou candidato a vice-prefeito na chapa de João Doria (PSDB) ao comando da capital paulista, sendo eleito no primeiro turno. Com a renúncia de Doria para concorrer ao governo do Estado em 2018, o tucano assumiu o comando da capital. Dois anos mais tarde, foi reeleito no pleito de 2020 e, em 2021, foi obrigado a se licenciar da prefeitura para dar continuidade no tratamento contra o câncer, o que fez com que seu vice, Ricardo Nunes (MDB), assumisse o comando da capital.

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