terça-feira, junho 15, 2021
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Braga Netto defende união, respeito às urnas e independência entre poderes

Às vésperas do início dos trabalhos da CPI da Covid-19 no Senado Federal, e já contando com uma artilharia pesada contra o presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Defesa, general Walter Souza Braga Netto, defendeu a necessidade de união. Ele rechaçou qualquer movimento que tenha como objetivo limitar a liberdade da população e lembrou que é preciso respeitar decisões da sociedade. “Enganam-se aqueles que creditam estarmos sob um terreno fértil para iniciativas que possam colocar em risco a liberdade conquistada por nossa nação. É preciso respeitas o rito democrático e o projeto escolhido pela maioria dos brasileiros para conduzir os destinos do país”, disse. Durante transmissão do comando do Exército, o ministro citou o trabalho que está sendo realizado pelas Forças Armadas no combate à Covid-19 e ressaltou a meta é trabalhar pelo bem estar nacional. “O momento requer um maior esforço de união nacional, com foco no combate à pandemia e no apoio à vacinação. Hoje, o país precisa estar unido contra qualquer tipo de iniciativa de desestabilização institucional que altere o equilíbrio entre os poderes e prejudique a prosperidade do Brasil.”

Braga Netto ainda ressaltou que as Forças Armadas estão prontas para servir nesse momento de tensões e incertezas, que colocam em xeque a independência e harmonia das instituições. Diante da pressão internacional, ele lembrou inclusive que os militares estão realizando um trabalho importante também na Amazônia. “A gestão ambiental, as discussões a respeito da conservação do bioma Amazônia voltaram à temática nacional e internacional, mas os brasileiros que estão presentes na região sabem que a floresta continua de pé, ninguém melhor que as Forças Armadas para conservá-la, exigindo a prontidão de um trabalho árduo e contínuo”, afirmou.  O discurso agradou o presidente Bolsonaro, que aprova um posicionamento mais firme do Exército para defesa do governo federal. Braga Netto substituiu Fernando Azevedo, que se negou a fazer substituições nos comandos das Forças Armadas defendidas pelo presidente da República. Apesar de negar qualquer tipo de crise, foi a primeira vez na história que todos os comandantes, do Exército, Marinha e Aeronáutica foram substituídos ao mesmo tempo.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin

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