terça-feira, junho 15, 2021
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Bolsonaro volta a defender medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19

O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender, nesta terça-feira, 27, o uso de medicamentos sem a eficácia comprovada no tratamento contra a Covid-19. Em conversa com apoiadores, ele negou que tenha minimizado o poder do coronavírus e que tenha chamado a pandemia de ‘gripezinha’, afirmou que não errou em nenhuma das previsões e decisões que tomou no último ano, e se eximiu de qualquer responsabilidade em relação ao número de desempregados argumentando que não foi responsável por nenhuma medida restritiva. Bolsonaro disse que considera e respeita o papel e as decisões da medicina, mas defendeu que, em situações emergenciais, é preciso buscar saídas que não estão previstas nos protocolos médicos. “Se for esperar a comprovação científica. Respeitamos a medicina, mas emergência. É igual um cara que é picado por cobra, tem que fazer alguma coisa, uma sucção, tem que fazer alguma coisa. É questão de momento.’

A conversa com apoiadores aconteceu logo após um café da manhã oferecido por ele a ministros titulares e substitutos do Tribunal de Contas de União – realizado no Palácio da Alvorada. O presidente estava acompanhado do ministro da Economia, Paulo Guedes, e aproveitou a oportunidade para enaltecer o trabalho que vem sendo desempenhado pelo economista, principalmente no que diz respeito às medidas de combate aos efeitos da pandemia. Para Bolsonaro, a história seria outra caso uma indicação política estivesse à frente da equipe econômica neste momento.

“Ele tem que ter um profundo conhecimento. Não dá certo, se fosse indicação política ou de grupos, como estaria a economia do Brasil com uma pandemia dessas? Somos um dos países que menos decresceu”, disse. De acordo com o Relatório de Estabilidade Financeira, relativo ao segundo semestre de 2020, divulgado nesta terça-feira pelo Banco Central, o sistema financeiro nacional está preparado para enfrentar as incertezas relativas aos desdobramentos da pandemia. De qualquer forma, segundo a própria instituição, ainda é preciso agir com cautela, já que os dados ainda não contemplaram os efeitos do recente e agudo aumento de casos de Covid-19.

*Com informações do repórter Antonio Maldonado

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