terça-feira, junho 15, 2021
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Alessandro Vieira diz que ‘não faz sentido’ chamar Queiroga para depor de novo na CPI por enquanto

O senador Alessandro Vieira, suplente na CPI da Covid-19, falou sobre as expectativas da comissão para essa semana. Nos próximos dias devem ser ouvidos o diretor da Anvisa, Antônio Barra Torres, o ex-ministro Ernesto Araújo e o ex-secretário de Comunicações Fábio Wajngarten. Para Vieira, um novo depoimento do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, não faz sentido neste momento. “Isso pode acontecer no futuro, baseado em novos documentos e outros depoimentos. Não faz sentido chamar novamente para repetir a mesma ladainha do depoimento anterior. Muito provável que, no futuro, tenham mais informações que viabilizem o novo depoimento.”

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, o senador disse que, daqui algumas semanas, Marcelo Queiroga também deve estar mais amadurecido no cargo. “Ele, por enquanto, parece estar no estágio inicial pelos quais passaram Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, tentando convencer o governo de seguir o caminho da ciência. Os outros dois, um foi demitido e o outro desistiu, não conseguiram sucesso nessa missão.” Para o parlamentar, nesta semana a CPI deve avançar em dois pontos: vacinas e medicamentos sem eficácia. “Todos podem colaborar, cada um na sua seara, falando de providências que o governo tomou ou deixou de tomar. Além de complementar pontos relativos aos medicamentos não recomendados pelo consenso científico mundial, como é o caso da cloroquina.”

Sobre a responsabilidade do presidente Jair Bolsonaro no agravamento dos números da pandemia, Alessandro Vieira disse que tudo vai depender se suas condutas foram tomadas por meros erros técnicos ou se foram deliberadas. “Temos que materializar dados e informações. Infelizmente o presidente da República insistiu em condutas contrárias ao que a ciência recomenda. Vamos avançar nessas apurações para dimensionar o impacto e até que ponto houve ação deliberada pela crença inicial da imunidade de rebanho sem vacinação.” Segundo ele, os primeiros depoimentos já ajudaram a avançar neste sentido. “Ficou muito claro que o presidente exerce diretamente a responsabilidade por aceitar ou não uma determinada conduta. Ele não se submete ao aconselhamento técnico dos ministros. Ele segue os aconselhamentos da Economia, da Agricultura. Por que na Saúde, durante uma pandemia, ele escolhe ignorar?”

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